Especial Saúde da Mulher-DOENÇAS E TRATAMENTOS

18/11/2010 19:18

Especial Saúde da Mulher

O CORPO
DOENÇAS E TRATAMENTOS
O que é endometriose?

 

 

Entre 10% e 15% das mulheres em idade fértil sofrem de endometriose
© Piotr Marcinski / iStockphoto
Entre 10% e 15% das mulheres em idade fértil sofrem de endometriose
Endometriose é uma doença caracterizada pela presença de endométrio - tecido que reveste o útero - em outros locais do corpo, causando dor, sangramento irregular e possível infertilidade. O crescimento do tecido (implante) geralmente ocorre na área pélvica, fora do útero, nos ovários, na bexiga, no reto, no intestino e na delicada cobertura da pélvis. Mas os implantes podem ocorrer em outras áreas do corpo também. 

Todos os meses, os ovários produzem hormônios que estimulam as células da cobertura uterina a multiplicar-se e a preparar-se para um óvulo fertilizado. A cobertura incha e fica mais grossa. Se as células endometriais são implantadas fora do útero, ou em qualquer outro lugar do corpo, isso pode causar problemas. Essas células também responde ao estímulo mensal de hormônios. Ao contrário das células normalmente encontradas no útero que saem durante a menstruação, as que estão fora do útero permanecem no lugar. Às vezes elas sangram um pouco, mas elas se curam e são estimuladas novamente durante o próximo ciclo.

Esse processo contínuo pode causar cicatrizes e adesões nos tubos e ovários, e no final das trompas de Falópio. (As adesões podem dificultar o movimento das células reprodutivas do ovários para as trompas de Falópio. Elas também podem impedir um óvulo fertilizado de passar das trompas para o útero.)

Estima-se que entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva e metade das inférteis em todo o mundo sofra de endometriose. O problema é sério. Não apenas a doença perturba o bem-estar, como também prejudica o relacionamento com o parceiro e tem consequências psicológicas. A cada menstruação as dores são intensas e, não raro, deixa a mulher de cama.

As causas da endometriose não são totalmente conhecidas. Alguns estudos indicam que a doença é causada pela migração das células do endométrio para dentro da cavidade do abdômen durante a menstruação. Outros estudos sugerem tratar-se de uma doença genética. E há estudos que dizem ser uma doença do sistema imunológico. Sabe-se que uma mulher com mãe e irmã com endometriose tem seis vezes mais chance de desenvolver a doença. Outros fatores de risco possíveis incluem início da menstruação muito cedo, ciclos menstruais regulares e fluxos que duram sete dias ou mais.

Existem três tipos de endometriose. A ovariana, caracterizada por cistos ovarianos com sangue ou conteúdo de cor de chocolate; a peritoneal, em que os focos existem apenas no peritônio ou na parede pélvica; e a profunda, em que o endométrio invade áreas próximas ao útero, como intestino e reto [fonte: Doenças femininas].

Os principais sintomas da doença são:

  • Períodos de dor progressivos
  • Dor no baixo ventre ou cólicas que podem ser sentidas por uma semana ou duas antes da menstruação
  • Dores abdominais sentidas durante a menstruação (a dor e as cólicas podem ser constantes, prolongadas e indistintas ou muito fortes)
  • Dor nas costas (lombar) ou na região pélvica que pode ocorrer em qualquer momento do ciclo menstrual
  • Dor durante e depois da relação sexual
  • Dores com movimentos intestinais
  • Sangramento pré-menstrual
  • Infertilidade

Em alguns casos, a endometriose causa lesões nos órgãos internos. A diversidade de sintomas explica porque a endometriose geralmente só é descoberta depois de anos - embora seja geralmente diagnosticada entre os 25 e os 35 anos, o problema provavelmente comece na mesma época da menstruação regular. Contudo, para que o tratamento seja eficaz e bem-sucedido, é essencial que a doença seja diagnosticada cedo e corretamente.

O diagnóstico da endometriose é feito por meio de exame ginecológico, ultrassom endovaginal especializado, exame físico, dosagem de marcadores e outros exames de laboratório. O diagnóstico correto, porém, só é feito por meio da biopsia da lesão. Não há cura para a endometriose.

O tratamento depende do quão ruins são os sintomas, da gravidade da doença, do desejo de ter filhos no futuro e da idade.  Algumas mulheres com a doença branda podem ser apenas monitoradas, mantendo uma rotina de exames a cada seis ou 12 meses. Na maioria dos casos, o tratamento consiste no alívio das dores e de outros sintomas, da reversão ou diminuição da progressão da doença, da preservação ou restauração da infertilidade e de evitar a recorrência da doença. Em mulheres que não desejam engravidar, geralmente é indicado o uso de anticoncepcionais orais ou injetáveis.

Doença cardíaca coronariana e as mulheres
por Neil Stone - traduzido por HowStuffWorks Brasil

Doença cardíaca coronariana e as mulheres

Doença cardíaca coronariana e as mulheres
Muitas mulheres que morrem de
doença cardiovascular não reconheceram seus sintomas antes
Se você acha que a doença cardíaca atinge apenas os homens, você está enganado. A doença cardiovascular - doença que afeta o coração e os vasos sangüíneos é a principal causa de morte entre as mulheres, sendo responsável por aproximadamente 39% de todas as mortes.

E o mais preocupante é que aproximadamente 2/3 das mulheres que morrem repentinamente de doença cardiovascular não reconheceram os sintomas.

Se você não sabe que tem a doença cardiovascular, como pode tratá-la? Para as mulheres, o melhor tratamento pode ser a prevenção.

Para obter mais informações sobre a doença cardíaca coronariana, veja os links a seguir.
  • Sintomas da doença coronariana nas mulheres: as mulheres, normalmente, não apresentam sinais claros de doença cardíaca, o que acaba dificultando o diagnóstico. Descubra quem deve fazer o exame.
  • Diagnóstico da doença coronariana nas mulheres: existem vários testes disponíveis para o diagnóstico da doença coronariana. Descubra quais são eles e por que alguns nem sempre são precisos.
  • Fatores de risco da doença coronariana nas mulheres: os fatores de risco afetam as mulheres de forma diferente em relação aos homens. Saiba como o risco muda à medida que as mulheres envelhecem.
  • Tratamento da doença coronariana nas mulheres: o tratamento tradicional nem sempre é eficaz nas mulheres. Conheça que tipos de mudanças no estilo de vida podem ajudar a manter o coração saudável.
  • Como funciona a doença coronariana: essa doença é o resultado de anos de formação de placas de gordura na parede das artérias. Aprenda a preveni-la.
  • Sintomas de doença cardíaca coronariana em mulheres
    por Neil Stone -

     

    Introdução

    Diferentemente dos homens, as mulheres freqüentemente não apresentam os sintomas típicos de doença coronariana - e mesmo quando elas experimentam sintomas, eles são freqüentemente considerados atípicos. Ao invés da dor e compressão que duram 20 minutos seguidos - que são um sinal de infarto (em inglês) nos homens - as mulheres freqüentemente sentem uma angina (em inglês) moderada, que vem e vai.

    As mulheres podem experimentar sintomas que mais parecem azia e indigestão do que doença coronariana. Ou elas podem simplesmente se sentir cansadas ou nauseadas.

    Sintomas de doença cardíaca coronariana em mulheres
    As mulheres nem sempre apresentam os
    sinais de alerta para doenças cardíacas,
    portanto sempre é bom falar
    com seu médico sobre os sintomas.
    Veja mais fotos de saúde das mulheres
    (em inglês)

    A falta de sintomas "clássicos" de doença coronariana torna difícil identifica-los e pensar no diagnóstico com subseqüente investigação. É importante para as mulheres falarem com seus médicos sobre tais sintomas atípicos que podem sinalizar doença coronariana e examinar outros fatores de risco que podem ser indicadores.

    É claro que as mulheres com sintomas reconhecidos devem ser classificadas, e mulheres com fatores de risco significativos, tais como dislipidemia ou diabetes, também devem ser classificadas e podem ser aconselhadas a se submeterem a testes complementares mesmo que não apresentem sintomas.

    No passado, muitos sintomas como angina, eram considerados resultado de placas fixadas que limitavam o fluxo de sangue para o coração. Hoje, no entanto, essa visão tradicional está sendo contestada.

    Na realidade, os pesquisadores do estudo da Avaliação da Síndrome Isquêmica das Mulheres descobriram que em aproximada mente um terço dos casos, em quem mostra pequeno ou nenhum estreitamento, a disfunção endotelial pode ser responsável pela isquemia; células que cobrem as paredes dos vasos sangüíneos, chamadas de endotélio, podem limitar o fluxo de sangue. Também em alguns casos a placa nas artérias das mulheres pode se acumular em um padrão homogêneo e regular - diferente da típica placa grumosa que se forma nas artérias dos homens - que os testes padrão não detectam ou apresentam maior dificuldade para detectar.

    Como resultado, é importante que as mulheres que não apresentam sintomas de doença coronariana, nem mostram artérias estreitadas em um cateterismo, sejam submetidas a testes complementares para avaliar a presença ou não de doença coronariana.

    Embora possa haver um fator de risco desconhecido em mulheres, seguindo a orientação deste artigo, não existe razão para temer a doença coronariana.

     
     
     
     
     
     
     
     
     

     

     
     

     
       

    Se você acredita no que vê na TV, mulheres são indecifráveis, dissimuladas, histéricas e capazes de mudar suas idéias sem motivo nem aviso. Algumas revistas femininas perpetuam esses estereótipos oferecendo conselhos sobre como enredar homens ou mantê-los confusos. E algumas das diferenças básicas entre homens e mulheres podem parecer um pouco intrigantes, dependendo de seu ponto de vista. Portanto, não é de surpreender que um dos artigos mais requisitados na história do HowStuffWorks seja "Como funcionam as mulheres".

    As mais bonitas

    Mulheres jovens, altas e com braços longos são as mais atraentes, dizem cientistas. As donas de cinturas finas também foram consideradas mais bonitas.

    Leia mais em VEJA.com

    A ironia é que da concepção até a oitava semana de gestação, homens e mulheres são quase iguais. A única diferença é o nível de cromossomos dentro das células embrionárias. No interior de cada célula do corpo de uma pessoa, o DNA fica disposto em pares de estruturas chamadas cromossomos. Um par de cromossomos determina se a pessoa é homem ou mulher. Exceto em casos de anormalidades muito raras, uma pessoa com dois cromossomos X é mulher, e uma pessoa com um cromossomo X e um cromossomo Y é homem. Por algumas semanas, estes cromossomos são tudo o que diferencia embriões masculinos de femininos.

     

    cromossomos X e Y
    Imagem cedida pelo National Human Genome Resource Institute (Instituto Nacional de Pesquisas sobre o Genoma Humano dos EUA)
    Um cariótipo ou "mapa" cromossômico, para um ser
    humano masculino normal, mostrando cromossomos X e Y

    É lógico que quando um embrião cresce e se transforma numa mulher adulta, surgem muitas diferenças em relação a um homem. Na média, mulheres são mais baixas e menores que homens, embora tenham uma porcentagem maior de gordura corporal. Mulheres têm órgãos reprodutores que podem sustentar um bebê em desenvolvimento e nutri-lo após o nascimento. Sua pressão arterial é mais baixa e seus batimentos cardíacos são mais rápidos, mesmo quando estão dormindo. Mulheres também têm maior fluxo sangüíneo para o cérebro e perdem menos tecido cerebral conforme vão envelhecendo [Fonte: Psychology Today - em inglês].

    E ainda existem os hormônios, que muitas pessoas vêem como uma enorme diferença entre homens e mulheres. Mas o corpo de todas as pessoas, homens ou mulheres, usa hormônios para regular e controlar uma grande variedade de processos. Hormônios são os produtos do sistema endócrino, que inclui várias glândulas localizadas em diversas partes do corpo. Por exemplo, dois hormônios bem conhecidos são a adrenalina, que vem da glândula supra-renal, e a insulina, que vem do pâncreas. Esses e outros hormônios são vitais para a vida e para a saúde tanto de homens quanto de mulheres.

     

    Dia Internacional da Mulher

    No dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher.  A homenagem remonta ao ano de 1857, quando operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque fizeram uma grande greve.  Elas ocuparam toda a fábrica e passaram a reivindicar melhores condições de trabalho.  A manifestação, porém, foi reprimida com bastante violência. As operárias foram trancadas na fábrica que foi incendiada – cerca de 130 morreram.

    Mas há controvérsias quanto a esse episódio.  Alguns historiadores dizem que o acidente de 1857 não aconteceu. Pelo menos não na data em que é lembrado. Eles defendem a idéia de que o incêndio que se relaciona ao Dia Internacional da Mulher, foi o que aconteceu no dia 25 de março de 1911, nos EUA, na Triangle Shirtwaist Company, uma fábrica têxtil que empregava 600 trabalhadores, grande parte mulheres judias e italianas. Na tragédia, 146 pessoas morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens.

    Porém,  em 1910, d urante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas,  realizada na Dinamarca,  a alemã Clara Zetkin propôs que o dia 8 de março fosse usado para comemorar a greve norte-americana, além de homenagear as mulheres de todo o mundo. Ficou então decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857.

    A ONU (Organização das Nações Unidas), por sua vez, oficializou a data apenas em 1975.

    A data não serve apenas para homenagear as mulheres. Durante o dia realizam-se conferências e debates que discutem o papel da mulher, buscando valorizá-la cada vez mais. No Brasil, a grande conquista das mulheres se deu em 24 de fevereiro de 1932, quando foi instituído o voto feminino.

    Em 2008, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lançou uma campanha mundial, no dia 8 de março, com o intuito de promover a igualdade dos gêneros na mídia informativa.  O tema da campanha é “As Mulheres Fazem a Notícia”. O tema escolhido deve-se ao fato de o tratamento dado às mulheres na mídia não ter melhorad o muito na maioria dos países, mesmo se for considerado o crescimento do número de jornalistas e de correspondentes do sexo feminino, bem como de locutoras e de apresentadoras.

     

    As Mulheres Fazem Notícia

    Por outro lado, hormônios sexuais trabalham de maneira um pouco diferente em homens e mulheres. Nos homens, os testículos produzem o hormônio testosterona, que regula a produção de esperma e leva ao desenvolvimento das características sexuais masculinas secundárias. Nas mulheres, os ovários produzem hormônios como o estrógeno e a progesterona, que regulam os processos reprodutivos. O organismo masculino converte um pouco de testosterona em estrógeno, e o feminino produz pequenas quantidades de testosterona - portanto, nenhum hormônio é exclusivo de um sexo ou de outro.

     

    molécula de estrógeno

    Os níveis de testosterona de um homem podem flutuar durante o dia conforme seu corpo regula a produção de esperma. Mas os níveis de hormônio sexual em uma mulher flutuam como parte de seu ciclo reprodutivo, que leva aproximadamente um mês para ser concluído. Durante os anos férteis, as mudanças recorrentes em seus níveis de hormônio podem provocar sintomas como irritabilidade e mudança de humor, conhecidos como tensão pré-menstrual (TPM). Quando uma mulher atinge a pré-menopausa, seu corpo diminui a produção de hormônios sexuais. Durante o processo, seus níveis de estrógeno e progesterona podem variar significativamente, causando sintomas como ondas de calor e problemas para dormir.

    Hormônios sexuais podem afetar as emoções e a fisiologia de uma mulher durante a maior parte de sua vida. Mas, diferentemente do que algumas pessoas pensam, não são responsáveis por cada faceta de seu comportamento. Neste artigo, daremos uma olhada em outras percepções e estereótipos comuns a respeito das mulheres, enquanto examinamos como elas funcionam.

     

    Bebês meninos e bebês meninasPesquisas sugerem que a testosterona no organismo de uma mulher pode contribuir para o sexo de seu bebê. Pode encorajar os óvulos a permitir fertilização de um esperma carregando um cromossomo Y, resultando no nascimento de um menino [Fonte: Psychology Today - em inglês].

    Mulheres e emoções

    Uma pesquisa realizada em 2001 perguntou a adultos americanos se uma série de qualidades se aplicava mais a homens do que a mulheres. Noventa por cento disseram que a característica "emocional" se aplica mais a mulheres. A pesquisa não perguntou a respeito de emoções específicas ou conotações positivas ou negativas para a palavra "emoção". Mas parece provável, a partir dos resultados, que a maioria dos americanos vê mulheres como capazes de experimentar ou com tendência a experimentar uma série mais ampla e intensa de emoções do que os homens.
    Confuso de propósito?Um estereótipo comum é que mulheres transmitem sinais ambíguos, especialmente quando se trata de envolvimento romântico. Um estudo da University of Texas, em Austin, sugere que os sexos não se entendem e que há forças evolutivas envolvidas. A confusão pode vir de épocas antigas, quando homens tentavam ter mais descendentes, enquanto as mulheres tentavam se proteger da decepção [Fonte: Psychology Today - em inglês].

    Mulheres são mais emotivas que homens? Elas choram mais?
    A percepção de que mulheres choram mais do que homens é bastante difundida, mas bebês e crianças, meninos e meninas choram a mesma coisa. Somente durante a puberdade as garotas começam a chorar mais do que os garotos. Segundo um artigo do New York Times de 2005, aos 18 anos mulheres choram quatro vezes mais do que os homens.

    Uma possível explicação para isso é o hormônio prolactina, que interfere no quanto uma pessoa chora. A prolactina está presente no sangue e nas lágrimas, e prevalece nas mulheres. Os canais lacrimais das mulheres têm formato diferente dos canais dos homens, o que pode ser causa ou efeito de mais choro. Além disso, pessoas depressivas podem chorar quatro vezes mais que pessoas normais, e dois terços dos diagnósticos de depressão são em mulheres [Psychology Today - em inglês]. Ainda assim, discute-se muito se a mulher é mais deprimida que o homem, mas essa é uma dúvida que ainda não foi resolvida.

    É lógico que uma outra explicação comum é que algumas sociedades encorajam as mulheres a chorar, enquanto desencorajam os homens. Nos Estados Unidos, o mundo dos negócios é uma exceção. Em algumas áreas, chorar não é bom: uma mulher que chora no escritório pode ser vista como fraca e ineficaz.

    Mulheres são mais estressadas do que homens?
    Às vezes as mulheres são vistas como superpreocupadas. Segundo pesquisa realizada em 2005 pelo instituto Gallup, mulheres são mais preocupadas do que homens a respeito de uma série de questões sociais. Mulheres em número significativamente maior que homens responderam que se preocupam "muito" a respeito de 7 dos 12 pontos da pesquisa.

    Estudos mostram que, além de se preocupar mais, mulheres podem ter mais tendência a passar por estresse. Por exemplo, a amígdala do cérebro processa emoções como medo e ansiedade. Nos homens, a amígdala se comunica com órgãos que recebem e processam informações visuais, como o córtex visual. Porém, nas mulheres, ela se comunica com partes do cérebro que regulam hormônios e digestão. Isso pode significar que as respostas ao estresse podem causar mais sintomas físicos em mulheres do que em homens [Fonte: Live Science - em inglês].

     

    Cérebro com a amígdala destacada

    Além disso, o corpo da mulher produz mais hormônios de estresse do que o do homem. Uma vez que uma situação estressante acaba, o corpo da mulher também leva mais tempo para parar de produzir o hormônio. Essa pode ser a causa para a tendência das mulheres de repensar nas preocupações e em situações estressantes [Fonte: Psychology Today - em inglês].

    Mulheres são mais ciumentas que homens?
    Na mente de algumas pessoas, mulheres são mais ciumentas e possessivas, principalmente em relações amorosas. Mas pesquisas mostram que mulheres não são mais ciumentas que homens, apenas são ciumentas em diferentes situações.

    Em um estudo alemão, pesquisadores mostraram imagens de participantes em diferentes cenários. Os participantes usaram um computador para descrever quais cenários eram mais perturbadores. Os resultados sugeriram que, em diversas culturas, as mulheres se importam mais com a infidelidade emocional do que com a sexual. As respostas masculinas variaram em diversas culturas, mas no geral eles são mais ciumentos em relação à infidelidade sexual [Fonte: Human Nature - em inglês].

    Por outro lado, um estudo da Universidade da Califórnia, em San Diego, mediu a pressão arterial e os batimentos cardíacos dos participantes, em vez de pedir que respondessem perguntas. Homens tiveram maiores reações físicas para a infidelidade sexual, enquanto mulheres reagiram com a mesma intensidade em ambos os cenários. Mulheres que estavam em relacionamentos estáveis ficaram mais aborrecidas com a infidelidade física do que as que não estavam. Porém, 80% das mulheres nos estudos acham que infidelidade emocional é mais grave do que a sexual [Fonte: Psychology Today - em inglês].

    A seguir, vamos dar uma olhada em como as mulheres aprendem e se comunicam.

     

     

    Trabalhando e deixando o trabalhoCom mais mulheres entrando no mercado de trabalho nos anos 80, um estereótipo comum era que mulheres não conseguiam manter um emprego. Um estudo mostra que esse estereótipo é, pelo menos em algum aspecto, correto: mulheres tendem a mudar mais de emprego do que homens. No entanto, pesquisadores especulam que isso ocorra porque elas recebem trabalhos menos satisfatórios.

    Mulheres: o cérebro, o corpo e a Barbie

    Em 1992, a Mattel Toys lançou uma Barbie falante que dizia: "Aula de matemática é tão difícil!" A boneca virou polêmica, principalmente entre pais e professores que achavam que isso reforçava o estereótipo de que meninas não são boas em matemática. Resultados de testes padrão pareciam reforçar este estereótipo - no geral, as notas dos meninos em matemática eram maiores do que as das meninas [Fonte: Psychology Today - em inglês].

     

    Falha na comunicação entre homens e mulheresPesquisas mostram que mais mulheres do que homens acreditam em fenômenos paranormais. No entanto, outros pesquisadores demonstraram que isso ocorre devido à quantidade de informações sobre ciência e matemática que uma pessoa recebe, e não por ela ser homem ou mulher. Mulheres que tiveram mais aulas de ciências e matemática têm menor probabilidade de acreditar em fenômenos paranormais.

    Pesquisas a respeito das diferenças entre os cérebros dos homens e das mulheres também parecem reforçar a idéia de que os homens deveriam ser melhores em matemática. Homens têm 6,5 vezes mais células cinzentas em seus cérebros do que mulheres. Mulheres têm 10 vezes mais células brancas. Células cinzentas criam centros de processamento no cérebro, enquanto células brancas criam as conexões entre eles. Ou seja, homens têm muitas áreas para dados concretos de processamento, como equações matemáticas, enquanto mulheres têm muitas conexões que permitem que visualizem e processem padrões [Fonte: Live Science - em inglês]. Alguns pesquisadores acreditam que essa diferença na estrutura do cérebro reforça a idéia de que homens são melhores em matemática, enquanto mulheres são melhores em idiomas.

     

    Células brancas e cinzentas no cérebro

    Porém, outros pesquisadores discutem se homens são realmente melhores em matemática. Meninas normalmente tiram melhores notas em matemática. A teoria dos pesquisadores é de que o estereótipo de que mulheres não são boas pode ser responsável por esta discrepância. Segundo Robert Josephs, da University of Texas-Austin (Universidade do Texas-Austin), mulheres temem que sua performance em testes-padrão pode provar que são ruins em matemática. Por essa razão, elas não se saem bem em testes, sem levar em consideração se tiravam boas notas em matemática. Por outro lado, homens vêem tais testes como uma oportunidade de provar que são bons, portanto se saem melhor [Fonte: Psychology Today - em inglês].

    Além disso, mulheres tendem a tirar melhores notas quando fazem as provas sem homens na sala. De acordo com um estudo que avaliou homens e mulheres que tiraram notas similares em um teste para entrar na faculdade, as notas das mulheres aumentaram 12% quando não havia homens na sala. Pesquisadores dizem que isso ocorre devido à ameaça do estereótipo, ou medo de se encaixar em um estereótipo.

    Não levando em consideração as notas nos testes-padrão, mulheres parecem ser capazes de desenvolver habilidades em matemática iguais aos homens. Uma análise de dados em grande escala sugere que há muito pouca diferença entre as habilidades de homens e mulheres em matemática [Fonte: Economist - em inglês].

    Mulheres e a dor

    Mulheres toleram mais a dor do que homens?
    Muitas pessoas supõem que, pelo fato de dar à luz, mulheres têm maior tolerância à dor do que homens. Porém, alguns estudos não apoiam esta teoria. Um estudo na Pain Management Unit da University of Bath (Unidade de Tratamento da Dor da Universidade de Bath) relatou que mulheres sentem mais dor durante a vida e por períodos mais longos do que os homens. Um experimento analisou homens e mulheres com os braços submersos em água gelada. Nesse experimento, mulheres apresentaram limiar de dor baixo e menor tolerância à dor do que homens [Fonte: Live Science - em inglês]. 

    Os cérebros das mulheres também responderam de forma um pouco diferente dos homens. Existe uma considerável sobreposição nas áreas do cérebro que respondem à dor e estresse, mas os centros límbicos das mulheres se tornam ativos além dessas áreas. O centro límbico é responsável pelas emoções, portanto, isso sugere que mulheres têm maior probabilidade de ter respostas emocionais à dor e estresse. A teoria dos pesquisadores é que isso se deve ao papel tradicional das mulheres de cuidar de outras pessoas [Fonte: Science Daily - em inglês].

    De acordo com a medicina tradicional chinesa, homens e mulheres suportam dor de maneira diferente devido às suas características energéticas (teoria do yang e yin). Por serem regidos pela energia yang, os homens suportam mais dores externas, enquanto as mulheres, dominadas pela energia yin, têm maior tolerância a dores internas. É por isso que alguns estudos mostram que homens aguentam mais dor que as mulheres quando ambos são submetidos a agentes externos, como frio e calor. Mas quando ambos os sexos passam por uma dor internam como a da cólica renal, as mulheres são muito mais tolerantes.

    A Barbie faz mesmo que as mulheres odeiem seus corpos?

    Barbie
    Imagem cedida Stock.xchng
    A boneca Barbie: brinquedo favorito das meninas ou destruidor da auto-estima?
    Em 1995, pesquisadores da Universidade do Arizona estudaram como as garotas afro-americanas e brancas viam seus corpos. Pediram que as adolescentes descrevessem seus próprios corpos e como seria uma garota perfeita. Garotas afro-americanas não queriam atribuir traços físicos a uma garota ideal, mas as brancas deram mais ou menos a mesma descrição. Para elas, a garota tinha 1,80 m, pesava uns 45 kg e tinha cabelo longo. Pesquisadores chamaram esta descrição de "uma manifestação viva de uma boneca Barbie".

    Alguns pesquisadores usaram isso como uma prova de que as bonecas Barbie encorajam as meninas a fazer de tudo para ter corpos inatingíveis. Alguns dizem que a Barbie é responsável pelos implantes mamários e distúrbios alimentares. No entanto, não houve um estudo em grande escala mostrando ligação direta entre a Barbie e a baixa auto-estima ou aumento de distúrbios alimentares. Também não houve estudos provando que as meninas querem se parecer com as bonecas Barbie. Na verdade, um estudo britânico em 2005 revelou que as garotas normalmente desfiguram ou mutilam suas Barbies, enquanto deixam seus outros brinquedos intactos.

    Porém, um estudo sugeriu que brinquedos com proporções inatingíveis podem afetar a auto-imagem de uma pessoa. Mas o estudo não envolveu a Barbie, envolveu brinquedos de meninos e também bonecos do Ken e personagens de ação como o Hulk e G.I. Joe. Os homens no estudo relataram uma auto-imagem mais negativa depois de brincar com personagens supermusculosos do que depois de brincar com o Ken [Fonte: Papéis sexuais: Um jornal de pesquisas - em inglês]. Se um brinquedo pode afetar os homens dessa forma, pode afetar as mulheres também.

    Médicos e cientistas ainda estão descobrindo outras semelhanças e diferenças entre homens e mulheres, e já fizeram algumas descobertas surpreendentes. Por exemplo, após a Segunda Guerra Mundial, empresas farmacêuticas temiam que testes com drogas pudessem prejudicar mulheres grávidas e que os hormônios femininos poderiam afetar os resultados dos testes. Portanto, testaram primeiro em homens. Mas nos últimos anos, a comunidade médica descobriu que mulheres e homens normalmente apresentam diferentes respostas às drogas. Por esse motivo, testes em humanos de novas drogas incluem tanto homens quanto mulheres [Fonte: A ciência do sexo e gênero na saúde humana - em inglês]. Para aprender mais a respeito de como os gêneros afetam a fisiologia, psicologia e outros traços humanos, acesse os links na próxima página.

     

    Mulheres no Brasil
    De acordo com o último censo demográfico realizado pelo IBGE em 2000, havia um contingente de 86.223.155 mulheres no Brasil. Naquele ano, para cada 100 mulheres havia 96,93 homens. Em números absolutos, isto significa que havia 2.647.140 a mais de mulheres.
    Como funciona a TPM

     


    Imagem ©2006 HowStuffworks
    Introdução Todo mês, com se fosse um reloginho, algumas mulheres ficam com um monte de sintomas estranhos. Elas podem ficar irritadiças, brigando com suas famílias e amigos sem motivo aparente. Podem esquecer onde colocaram as chaves de seus carros e ter dificuldades para se concentrar nas reuniões de trabalho. Podem ter um desejo incontrolável por chocolate ou se pegar roubando pedaços de pizza depois das crianças terem ido dormir. Ou podem, "do nada", começar a odiar a própria aparência por se acharem inchadas e que seus cabelos estão oleosos e sem vida.

    E é fácil descobrir o motivo: tensão pré-menstrual ou TPM. Mas o que é a TPM? Algumas pessoas se referem a ela como "aqueles dias" e fazem pouco caso, como se fosse uma desculpa que as mulheres inventam para comer um monte de chocolate e ficarem mal-humoradas sem que ninguém possa criticá-las.

    Mas, os médicos reconhecem que a TPM é um problema real, com sintomas físicos e psicológicos reais. Para muitas mulheres, os sintomas as debilitam a ponto de interferir nas suas vidas.

    Neste artigo, vamos descobrir como os médicos identificam a TPM. Aprenda quais são as causas deste problema e veja como as mulheres que sofrem deste mal podem encontrar um pouco de alívio.
     

     

    O que é TPM?

     


    Foto cortesia Newstream
    A tensão pré-menstrual (TPM) é um conjunto de mudanças hormonais que dão início a uma gama de sintomas físicos e emocionais nas mulheres. Estes sintomas podem variar de raiva e irritabilidade, a cólicas abdominais e sensibilidade nos seios, e algumas até sentem desejos incontroláveis por certos tipos de comida. A TPM costuma acontecer de 7 a 14 dias antes da menstruação e pára assim que a menstruação começa.

    Até 40% das mulheres que menstruam sentem os sintomas de TPM [referência] - em inglês. Na maioria dessas mulheres, a TPM não é nada mais do que uma pequena chateação. Mas em cerca de 5%, os sintomas podem debilitar a ponto de interferir no dia-a-dia.

    Há mais de 150 sintomas diferentes associados com à TPM, o que faz com que ela seja um problema difícil de se diagnosticar. Embora não haja um exame específico para a TPM, os médicos podem recomendar exames para excluírem a possibilidade de ser algum outro problema com sintomas semelhantes. Quando os sintomas de uma mulher coincidem com o ciclo menstrual e os resultados dos exames de outras doenças são negativos, a TPM é considerada a causa dos sintomas. Manter um diário sobre os sintomas que você sente a cada mês (em inglês) ajuda bastante a confirmar o diagnóstico.

    Algumas doenças que devem ser eliminadas para confirmar a TPM:

    • anemia
    • distúrbios alimentares (em inglês)
    • diabete
    • alcoolismo
    • hipotireoidismo
    • efeitos colaterais de anticoncepcionais
    • pré-menopausa
    • dismenorreia (cólicas menstruais)
    • distúrbios de personalidade
    • síndrome da fadiga crônica
    • endometriose
    • doenças auto-imunes
    • Sintomas da TPM

      Há mais de 150 sintomas físicos e psicológicos associados com a TPM. Estes sintomas podem variar de intensidades leves a graves, dependendo da pessoa e até mesmo do mês.

      Os sintomas gerais da TPM incluem:

      Psicológicos:

      • mudanças de humor, por exemplo: choro sem motivo, depressão, ansiedade, raiva, tristeza ou irritabilidade
      • mudanças nas funções mentais, incapacidade de se concentrar ou lembrar das coisas
      • mudanças no impulso sexual, aumento ou diminuição da libido
      Físicos:
      • náusea, diarréia ou prisão de ventre
      • fadiga
      • dificuldade para dormir
      • dor de cabeça
      • inchaço
      • acne
      • mudança na constituição dos seios
      • dores nas articulações ou nos músculos
      • cólicas
      • desejos incontroláveis por alimentos específicos, especialmente carboidratos, chocolate e outros doces
      • aumento no peso

       

      TDPMA irritabilidade, o inchaço e o desejo por alimentos que ocorrem na TPM podem fazer com que muitas mulheres sintam bastante incômodo a cada mês. Mas, de 3% a 5% das mulheres em idade fértil sofrem de TPM de forma mais grave, e isso recebe o nome de Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM). Embora haja polêmica entre os especialistas quanto à distinção entre a TPM e a TDPM, esta última pode ser diagnosticada em um pequeno número de casos.

      Para que seja diagnosticada portadora da TDPM, a mulher deve sentir ao menos cinco dos sintomas de TPM durante o período entre a ovulação e a menstruação, e um deles deve ser:

      • ânimo claramente depressivo
      • ansiedade ou tensão perceptível
      • tendência ao choro ou tristeza repentina
      • irritabilidade ou raiva constante
      Os outros sintomas podem englobar:
      • falta de interesse em atividades
      • falta de energia
      • mudanças de apetite
      • insônia ou fadiga
      • dor de cabeça
      • dores musculares ou nas articulações
      • inchaço
      • aumento de peso
      • mudança na constituição dos seios 

    O que causa a TPM

    Os hormônios e o ciclo menstrual
    Os cientistas não sabem qual o motivo exato das mulheres terem TPM ou a razão de umas terem casos mais graves do que outras. Mas eles acreditam que ela se origina em uma combinação de fatores, como: genética, alimentação, fatores psicológicos e mudanças hormonais.

    Os hormônios são um dos aspectos mais estudados no que diz respeito às causas da TPM. Ela ocorre perto do final do